Ainda não esta explicada a morte dos dois policiais mortos pelos Sul Africanos

O Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique (PRM), Bernardino Rafael, exige que a África do Sul explique, até segunda-feira, o assassinato de dois polícias moçambicanos na fronteira da Ponta do Ouro, na província meridional de Maputo.
Bernardino Rafael exige também a integração de peritos moçambicanos na comissão de inquérito criada pelo Estado sul-africano para averiguar o caso, nem que para tal seja necessário accionar instrumentos legais da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), de que Moçambique e a África do Sul são membros.

O baleamento dos dois agentes pelos militares sul-africanos ocorreu na tarde de 16 de Junho corrente e a Polícia moçambicana diz que o mesmo aconteceu cerca de 10 quilómetros no chamado 'Marco 13' do posto da fronteira de Ponta do Ouro, onde os agentes estavam em patrulha. Entretanto, até aqui ainda não há nenhum esclarecimento da África do Sul sobre o caso, facto que incomoda o comandante-geral da PRM.


Segundo a AIM, os militares sul-africanos envolvidos no baleamento continuam a trabalhar, normalmente, não tendo havido nenhum processo disciplinar, depois do sucedido.
Uma equipa de oficiais de alto nível da Força Nacional de Defesa da África do Sul, liderada pelo seu comandante das Operações, esteve esta quarta-feira em Moçambique, onde se reuniu com Bernardino Rafael.
A vinda da equipa a Maputo aconteceu 10 dias depois de peritos militares da província sul-africana de KwaZulu Natal terem se deslocado à fronteira entre os dois países e confirmado a morte dos polícias moçambicanos.
Após a visita ao local, o porta-voz da Força Nacional de Defesa da África do Sul, Mafi Mgobozi, citado pelo portal News 24, disse que os soldados sul-africanos estavam a realizar uma patrulha de rotina, como parte da protecção de fronteira, quando o incidente ocorreu e adiantou que para eles o tiroteio foi em “terra de ninguém”, entre a linha de fronteira que divide os dois países.

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