É o fim dos falsos profetas: Governo quer passar a exigir "certificado de formação" a todos os pregadores do evangelho





O processo de auscultação pública em torno da nova proposta de lei sobre a liberdade religiosa, crença e culto deverá arrancar em breve e à escala nacional, em Moçambique. Trata-se de um instrumento legal que vai definir regras para disciplinar a constituição e organização das confissões religiosas no país.




Para além de normalizar o exercício da liberdade de religião, crença e culto previsto na Constituição da Republica, o instrumento vai, também, evitar a proliferação de várias igrejas com finalidades pouco claras. 

Um dos exemplos, tal como disse ao mediaFAX o director nacional de Assuntos Religiosos no Ministério da Justiça, Assuntos Constitucionais e Religiosos, reverendo Arão Litsuri, com a nova lei, os dirigentes das igrejas devem apresentar um certificado de formação na área. 




Litsuri anota que a proposta de lei traz muitas novidades em comparação com a lei vigente, incluindo uma obrigação de composição de um mínimo de 500 fieis como condição para se registar uma igreja. 

“A lei em vigor neste momento é da época colonial, produzida em 1971. Queremos ajustar esta lei aos desafios que nos são impostos na actualidade”, disse.

Moçambique conta, actualmente, com pouco mais de 900 igrejas legalizadas. Entretanto, o país tem conhecido um aumento substancial de seitas religiosas, o que, em alguns casos, é considerado pelas autoridades, como uma ameaça à estabilidade política e social. 



Segundo o mediaFAX, apesar desta nova legislação, há dúvidas que a mesma possa parar o crescimento de seitas até porque muitas igrejas não estão legalizadas. 

A nova legislação, que tem ainda que ser submetida ao parlamento, prevê a organização de plataformas em que várias seitas se possam unir para se poderem legalizar.

(AIM)


Nota: Nao resultará isso num "pandemonium" total, já que para a maioria das confissões de origem pentecostal um ministro (pregador) nem sempre precisa ter habilitação teológica por se acreditar que o mesmo Deus (Todo-poderoso) que chamou o pregador ao ministério, dará sabedoria através do seu Espírito como que fez com os profetas que pregaram em Israel e muitos dos 12 apóstolos de Cristo que, segundo críticos, nem ler sabiam. 

Hoje, grandes ícones do pentecostalismo, como Benny Hinn dos EUA, vistos como autênticos heróis modernos do pentecostalismo, fundaram igrejas que hoje se multiplicaram sem nenhuma formação bíblica.

Não resultará essa lei numa história idêntica a de Daniel e seus amigos que foram lançados na fornalha por se recusarem a cumprir o mandando do Rei nabucodonozor, porque ora vejamos a lógica, a maioria dos pentecostais acreditam em manifestações  sobrenaturais de Deus, o que se prestarmos atenção, está a se tornar cada vez mais popular nesses dias, caso um "analfabeto", por exemplo, que nunca foi a escola, tiver uma "visão" de Deus, como aconteceu com o profeta Isaías, ou qualquer outra manifestação "divina" (por que a maioria dos pentecostais acreditam que Deus pode chamar alguém dessa forma) a lhe dizer para ir pregar sem se preocupar com questões de formação teológica, até por que quando o profeta Jeremias reclamou ao Senhor que não sabia falar por ser criança em Jeremias 1:9, o profeta relata que "Então o SENHOR estendeu a mão, tocou a minha boca e declarou-me: “Eis que a partir de agora coloco as minhas palavras em tua boca" ,se  o "analfabeto" aceitar o chamado "divino" estará a cometer uma ilegalidade por baixo desta lei, correndo até o risco de ser preso por causa do evangelho, o que a bíblia sagrada diz ser uma honra para servo do Senhor.

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