Diante de perguntas sobre a polémica das dividas ocultas Nyusi revela que que já comprou um navio na Espanha e "até comprámos por mil dólares"




"Eu já adquiri um navio na Espanha e até comprámos por mil dólares porque era um valor residual reabilitamos e fiscaliza o mar"


Nyusi era ministro da Defesa aquando dos empréstimos, em 2013-2014, e a imprensa moçambique tem dito que ele autorizou o processo que visava a protecção da fronteira marítima do país.



Os empréstimos lesaram o Estado em cerca de dois mil milhões de dólares, dando lugar ao conhecido caso "dívidas ocultas", que levou à detenção do antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, que aguarda a extradição para os Estados Unidos ou Moçambique, e mais nove pessoas no país, além de três antigos director do Crédit Suiss, em Londres, e do empresário libanês, Jean Boustani, a pedido da justiça americana.

O jornal independente Canal de Moçambique foi o primeiro que teve o privilegio de entrevistar o presidente em cinco anos de mandato.

O Facto de o presidente ter se escusado a dar respostas claras a algumas perguntas tornou-se noticia popular ontem.

Quando o Canal de Moçambique mencionou que o relatório da “Kroll” fala dum certo “Indivíduo Q”, e perguntou se o Senhor Presidente recebeu, ou não, dinheiro das dívidas ocultas, Nyusi limitou-se a dizer:



" Porque é que você não faz o seguinte: deixar… Até porque isso é embaraçoso para quem está a dirigir, porque eu não quero embaraçar o processo que está a correr ao nível da Justiça. Eu dei-lhe o exemplo de algumas coisas que aconteceram. Eu já adquiri um navio na Espanha e até comprámos por mil dólares porque era um valor residual reabilitamos e fiscaliza o mar"

"Então são coisas que não precisamos de procurar coisas. As coisas serão explicadas. O tempo é responsável. Até porque aqui ficaria mal embaraçar a justiça" disse o PR, citado pelo Savana.

Vale mencionar também que num passado não muito longo foram vazados documentos, uma proposta de Nyusi para Chang, que se diz que provam que, na verdade, nyusi sabia do calote, ao contrario das suas declarações ao procurador geral adjunto em 2018 de que não fazia ideia. 

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