Descontentes na Frelimo decidiram criar seu próprio partido


O descontentamento interno no seio do partido no poder impulsionou a criação do novo partido em Moçambique, como revelou à DW Albino Forquilha .


Segundo Forquilha, citado pela DW, o novo partido "Surge das bases da FRELIMO e é a continuação do que aconteceu em 2018 quando as bases da FRELIMO decidiram colocar alguém que seria apropriado para a mudança dentro da FRELIMO e este propósito não foi aceite, houve um processo anti-democrático e a vontade das bases não prevaleceu. O que fizemos foi trabalhar para que no ano seguinte pudessemos estabelecer um partido político."

Para a DW, Forquilha não hesitou em dizer "sim" quando perguntado se Samora Machel Júnior era uma opção a considerar como candidato presidencial do novo partido.

Questionado pela DW se Já se pode falar em cisão na FRELIMO, o analista politico Silvestre Baessa respondeu que "É prematuro. O que vamos ter possivelmente é um determinado grupo de frelimistas omisso, não vão participar nesse processo eleitoral".


Diz também o analista, Citado pela DW que "é preciso lembrar o seguinte: a FRELIMO hoje é mais do que um partido, acho que a FRELIMO hoje é uma máquina que sustenta uma elite nacional a qual independentemente das diferenças que se possa ter, o que os une é o facto da FRELIMO manter-se no poder. A única forma dessa elite sobreviver, no meu entender, é com a FRELIMO no poder."
O novo partido denomina-se PODEMOS – Partido Optimistas pelo Desenvolvimento de Moçambique – os seus proponentes dizem que acreditam na “prosperidade dos moçambicanos” e da África no geral e são “defensores e continuadores dos princípios e valores que nortearam as várias lutas pelas independências dos países do nosso continente”.

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